A Crise Que Me Fez Repensar Tudo
Há um tempo atrás eu tive uma crise de ansiedade pesada. Depois que vocês passam por uma crise dessas, vocês ficam se perguntando: "Por que eu estou fazendo isso aqui? Por que eu me coloquei nesse problema? Por que eu estou pensando tanto?"
Aí fui conversar com alguns amigos sobre isso, e eles me falaram uma parada que me marcou muito: "Cara, toda decisão que você faz a curto prazo vai trazer uma consequência a longo prazo, seja ela positiva ou negativa".
E aí caiu a ficha, sabe?
O Problema de Ser "Realizador" Demais
Eu sou um cara muito realizador, uma pessoa que se baseia mais pelo resultado do que pelo processo. E meus amigos conhecem essas minhas fraquezas, esses gaps de melhoria, essas "pegadas" que eu tenho.
Na hora que eles falaram aquilo, eu pensei: "Porra, mano, é verdade mesmo".
Porque às vezes, como eu sou um cara realizador desde a infância - sempre fui aquele moleque que queria fazer tudo, queria se destacar - eu achava que poderia assumir todas as coisas que o pessoal falava: "Olha como ele faz isso, olha como ele faz aquilo".
Cara, isso é uma besteira absurda. É uma cilada que existe.
A Cilada de Querer Fazer Tudo
Você vai lá e começa a assumir um monte de role, sabe? "Não, eu faço isso, eu faço aquilo, deixa pra mim". Começa a fazer o trabalho do outro, pegar responsabilidade que não é sua.
Aí chega na internet e o pessoal fala: "Nossa, eu te admiro muito pelas coisas que você faz, que disciplina!".
E às vezes aquilo é só mascarar o erro, cara. É só uma forma de você se sentir importante, mas por dentro você está se sufocando.
Por Que Você Assume Tanta Coisa?
A pergunta real é: por que você assume essa quantidade de coisa?
Porque chega uma hora que você fica muito sufocado e fala: "Pô, mano, me ajuda!". Mas as pessoas já te veem como aquele cara que consegue fazer tudo, então elas falam: "Mas você sempre deu conta".
Só que você começou a colocar um monte de fardo nas suas costas, começou a assumir um monte de role, começou a pegar um monte de coisa que não era pra você pegar - só pra se mostrar uma pessoa capaz, se mostrar uma pessoa diferente, se mostrar como aquela pessoa que faz as coisas acontecerem.
Mas no final das contas, cara, você está muito sufocado.
A Analogia da Mochila do Caminho de Compostela
Vi um influencer falando sobre o Caminho de Compostela - aquela caminhada gigantesca que você tem que fazer. E ele disse uma coisa interessante: as pessoas que foram mais longe foram aquelas que levaram poucas coisas na mochila.
Isso é tipo uma metáfora perfeita, cara.
Talvez você esteja fazendo tanta força, tanta força, tanta força, que está fazendo força no lugar. Às vezes você tem que parar e tirar as coisas da mochila - tirar essas responsabilidades que você pegou e dizer: "Cara, vai doer no meu ego, mas nesse momento eu não vou fazer isso. Vou focar no que é realmente meu".
Eu me cobro muito nisso, sabe? É um processo que eu estou trabalhando - essa pressão interna de você se sobrecarregar.
Tipo assim: "Ah, eu vou lá fazer isso, eu posso fazer aquilo, vou fazer as coisas do meu jeito". E aí você fala: "Porra, mano, é muita coisa! Obrigado, que eu fui me meter nisso?"
É aquela pressão social, aquela cobrança interna pra fazer as coisas acontecerem. Mas cara, você não precisa ser o herói de todo mundo.
A Lição Real: Conhecer Quem Você É
A lição real é essa: você precisa conhecer quem você é, conhecer suas capacidades e se perguntar: "Isso é trampo meu, realmente?"
É aqui que eu quero chegar? É isso que eu quero fazer? Porque se não for, você só vai ficar pegando role que não é seu, assumindo responsabilidades que te sufocam.
Como Aplicar Isso na Prática
Então fica a reflexão:
Antes de assumir qualquer nova responsabilidade, se pergunte: "Isso é realmente meu? Isso me leva onde eu quero chegar?"
Aprenda a dizer não sem se sentir culpado. Não é sobre ser egoísta, é sobre ter clareza das suas prioridades.
Tire coisas da sua "mochila" - delegue, recuse, renegocie responsabilidades que você assumiu só pra se mostrar capaz.
Foque no que realmente importa pra sua vida e seus objetivos, não no que vai fazer você parecer "o cara" pros outros.
Conclusão: Menos é Mais
Cara, às vezes menos é mais. Às vezes fazer menos coisas, mas fazer bem feito e com foco, te leva muito mais longe do que tentar abraçar o mundo.
Pare de assumir roles só pra impressionar os outros. Conheça suas capacidades, saiba seus limites e foque no que realmente importa pra você.
Sua saúde mental agradece, e seus resultados também.
E aí, você também se identificou com essa de assumir muitos "leos"? Qual responsabilidade você precisa tirar da sua mochila? Conta aí nos comentários!
